Na empresa moderna, o dispositivo móvel tornou-se a principal porta de entrada para dados, aplicativos e comunicações corporativas. À medida que as organizações dependem cada vez mais de smartphones e tablets para impulsionar a produtividade, o navegador web serve como uma interface crítica entre o usuário final e os ambientes de nuvem sensíveis. No entanto, essa dependência introduz desafios de segurança significativos. A divulgação da CVE-2026-0385, uma vulnerabilidade de falsificação de autenticação (spoofing) no Microsoft Edge para Android, serve como um lembrete contundente das ameaças sofisticadas que visam os endpoints móveis.
Para administradores de TI, gestores de mobilidade e profissionais de segurança, compreender a mecânica desta vulnerabilidade é fundamental. O comprometimento de um navegador móvel pode contornar as defesas de rede tradicionais, levando diretamente ao roubo de credenciais, acesso não autorizado e graves violações de dados. Como os dispositivos móveis operam frequentemente fora do perímetro de proteção da rede corporativa, a segurança dos aplicativos que residem neles exige uma abordagem robusta e proativa.
Este guia abrangente explora as complexidades técnicas da CVE-2026-0385, seu impacto potencial em vários setores e as etapas progressivas necessárias para mitigar a ameaça. Além disso, examinaremos como as soluções avançadas de Gerenciamento de Dispositivos Móveis (MDM) -- especificamente a integração do Nomid MDM com o Android Enterprise, o Registro Zero-Touch e o Samsung Knox -- fornecem a estrutura definitiva para neutralizar tais vulnerabilidades em escala.
Seção 1: Entendendo o Cenário de Ameaças Móveis
Antes de mergulhar nas especificidades da CVE-2026-0385, é essencial estabelecer uma compreensão fundamental de como as vulnerabilidades são classificadas e por que os navegadores móveis são alvos particularmente atraentes para agentes de ameaças.
Definindo a Terminologia Chave
- CVE (Common Vulnerabilities and Exposures): Uma lista pública de identificadores padronizados para vulnerabilidades de segurança cibernética conhecidas. Os profissionais de TI usam as CVEs para rastrear, referenciar e corrigir falhas de segurança de forma consistente em diferentes plataformas.
- Spoofing (Falsificação): Uma prática maliciosa na qual um invasor se passa por uma entidade, dispositivo ou aplicativo legítimo para enganar um usuário ou sistema. No contexto de software, o spoofing geralmente envolve a manipulação de interfaces de usuário para induzir os usuários a divulgar informações confidenciais.
- Autenticação: O processo de verificação da identidade de um usuário, dispositivo ou sistema. Em ambientes corporativos, isso normalmente envolve credenciais (nomes de usuário e senhas), biometria ou tokens de autenticação de dois fatores (MFA).
A Vulnerabilidade Única dos Navegadores Móveis
Os navegadores móveis enfrentam desafios de segurança únicos em comparação com seus equivalentes de desktop. A restrição primária é o espaço na tela. Para maximizar a área de visualização do conteúdo web, os navegadores móveis frequentemente ocultam indicadores críticos de segurança, como a barra de endereço completa (URL), detalhes do certificado SSL/TLS e botões de navegação do navegador, conforme o usuário rola a página.
Os agentes de ameaças exploram esse design criando sites maliciosos que imitam a aparência de aplicativos legítimos ou portais de login. Como o usuário não pode verificar facilmente a URL subjacente ou o certificado de segurança, ele tem maior probabilidade de ser vítima de pistas visuais enganosas. Quando essas limitações inerentes ao design móvel são combinadas com uma falha estrutural de software -- como a identificada no Microsoft Edge para Android -- o risco de exploração bem-sucedida aumenta exponencialmente.

Seção 2: Análise Profunda da CVE-2026-0385
A CVE-2026-0385 é classificada como uma Vulnerabilidade de Falsificação de Autenticação que afeta o Microsoft Edge no sistema operacional Android. Para entender como se defender contra ela, os administradores devem compreender a mecânica do exploit.
A Mecânica da Vulnerabilidade
Em sua essência, a CVE-2026-0385 permite que um invasor ignore os mecanismos de autenticação padrão no navegador Microsoft Edge e apresente conteúdo falsificado ao usuário. Isso é normalmente alcançado por meio de uma técnica conhecida como UI Redressing (Redirecionamento de Interface) ou Address Bar Spoofing (Falsificação da Barra de Endereço).
Em uma sessão de navegação padrão e segura, a barra de endereço do navegador atua como a fonte definitiva de verdade para o usuário. Se a barra de endereço indica https://login.microsoftonline.com, o usuário confia que está interagindo com o serviço de autenticação legítimo da Microsoft.
No entanto, a CVE-2026-0385 explora uma falha na forma como o Microsoft Edge para Android renderiza elementos web específicos e lida com transições de página. Um invasor pode criar uma página web maliciosa que força o navegador a exibir uma URL legítima na barra de endereço enquanto renderiza simultaneamente conteúdo malicioso, controlado pelo invasor, na janela de visualização principal. Alternativamente, a vulnerabilidade pode permitir que o invasor desenhe uma sobreposição de login interativa e falsa diretamente sobre um site legítimo.
Passo a Passo: A Anatomia de um Ataque CVE-2026-0385
Para ilustrar o perigo, considere o seguinte vetor de ataque teórico utilizando esta vulnerabilidade:
- A Isca (Phishing/Smishing): O invasor envia uma mensagem SMS (smishing) ou um e-mail para um funcionário. A mensagem cria um falso senso de urgência, como "Ação Necessária: Atualize a senha do seu portal de benefícios corporativos imediatamente para manter o acesso." A mensagem contém um link.
- A Execução: O funcionário toca no link em seu dispositivo Android. Como o Microsoft Edge está configurado como o navegador corporativo padrão, o link abre no Edge.
- A Falsificação (Spoof): O navegador navega até o servidor do invasor. O script malicioso aproveita a CVE-2026-0385 para manipular a interface do navegador. A barra de endereço exibe falsamente a URL do provedor de Single Sign-On (SSO) real da empresa.
- O Engano: A janela principal do navegador exibe uma réplica perfeita da tela de login corporativa. Como a barra de endereço parece legítima e a identidade visual é precisa, a suspeita do funcionário é contornada.
- O Comprometimento: O funcionário insere seu nome de usuário, senha e, potencialmente, um token de MFA. Esses dados são capturados diretamente pelo invasor.
- As Consequências: O invasor agora possui credenciais corporativas válidas, permitindo-lhe infiltrar-se na rede da empresa, acessar dados confidenciais ou lançar novos ataques internos.
A conclusão crítica é que a CVE-2026-0385 neutraliza a capacidade do usuário de verificar seu ambiente digital. Mesmo funcionários altamente treinados e conscientes da segurança podem ser vítimas deste exploit porque o próprio navegador está mentindo para eles.
Seção 3: O Impacto Empresarial em Diversos Setores
A gravidade de uma vulnerabilidade de falsificação de autenticação em um navegador corporativo amplamente utilizado não pode ser subestimada. O Microsoft Edge é frequentemente implantado como o navegador de escolha em ambientes Microsoft 365, o que significa que ele atua como a porta de entrada para Outlook, Teams, SharePoint e inúmeros aplicativos SaaS de terceiros.
Quando um invasor colhe credenciais com sucesso via CVE-2026-0385, o impacto reverbera por toda a organização. Vamos examinar como essa vulnerabilidade ameaça setores específicos onde o Nomid MDM fornece soluções especializadas.
Saúde: Dados do Paciente e Conformidade com a HIPAA
No setor de saúde, os dispositivos móveis são onipresentes. Os médicos usam tablets para acessar Registros Eletrônicos de Saúde (EHR), enquanto a equipe de enfermagem depende de smartphones para mensagens seguras e monitoramento de pacientes.
Se as credenciais de um profissional de saúde forem roubadas por meio de um ataque de spoofing no Edge, o invasor ganha acesso irrestrito a Informações de Saúde Protegidas (PHI). Isso não apenas compromete a privacidade e a segurança do paciente, mas também desencadeia consequências regulatórias catastróficas. Sob a Lei de Portabilidade e Responsabilidade de Seguro Saúde (HIPAA), as organizações podem enfrentar multas massivas, ações judiciais e graves danos à reputação por não protegerem os mecanismos de autenticação de endpoint.
Varejo: Ponto de Venda e Sistemas de Inventário
Os ambientes de varejo modernos dependem fortemente de dispositivos Android para transações de Ponto de Venda móvel (mPOS), gerenciamento de estoque e comunicações dos gerentes de loja. Os funcionários do varejo costumam acessar portais corporativos baseados na web para verificar escalas de turnos ou processar pedidos internos.
Um invasor que explore a CVE-2026-0385 poderia falsificar um login de gerenciamento de estoque. Uma vez dentro do sistema, o invasor poderia manipular níveis de estoque, redirecionar remessas ou migrar para acessar dados de pagamento de clientes armazenados na rede de varejo mais ampla. A alta rotatividade no varejo também torna os funcionários particularmente suscetíveis a iscas de phishing relacionadas a folha de pagamento ou agendamento.
Logística e Cadeia de Suprimentos: Interrupção das Operações
Empresas de logística implantam dispositivos Android robustos para motoristas e trabalhadores de armazém. Esses dispositivos usam wrappers web e navegadores móveis para acessar softwares de roteamento, portais de confirmação de entrega e sistemas de gerenciamento de frota.
Se as credenciais de um gerente de frota forem comprometidas por meio de um exploit de spoofing no Edge, um invasor poderá interromper as operações da cadeia de suprimentos alterando as rotas de entrega, interceptando remessas de alto valor ou desativando canais de comunicação. Em um setor onde a eficiência e o tempo são críticos, mesmo uma breve interrupção causada por acesso não autorizado pode resultar em milhões de dólares em perda de receita.
Educação: Protegendo as Informações dos Alunos
As instituições educacionais fornecem dispositivos Android para funcionários, educadores e, às vezes, alunos. Os membros do corpo docente usam frequentemente navegadores móveis para acessar portais de notas, sistemas de informações de alunos (SIS) e plataformas de comunicação interna.
Um ataque de roubo de credenciais bem-sucedido visando um administrador universitário poderia expor registros confidenciais de alunos, informações de ajuda financeira e dados de pesquisa proprietários. Além disso, contas universitárias comprometidas são frequentemente muito valorizadas pelos invasores, que as utilizam para lançar campanhas de spear-phishing altamente convincentes contra outras instituições.

Seção 4: Estratégias de Mitigação Imediata
Quando uma vulnerabilidade como a CVE-2026-0385 é divulgada, o tempo é essencial. As organizações devem agir rapidamente para fechar a lacuna de segurança antes que os agentes de ameaças possam operacionalizar o exploit em escala. A estratégia de mitigação imediata baseia-se na identificação de dispositivos vulneráveis e na aplicação de patches de software.
O Papel da Atualização de Software (Patching)
Os fornecedores de software, incluindo a Microsoft, monitoram continuamente vulnerabilidades e lançam versões atualizadas de seus aplicativos que contêm patches de segurança. Um patch é um pedaço de código projetado para corrigir um bug ou falha de segurança em um programa de software.
Para neutralizar a CVE-2026-0385, a Microsoft lança uma versão atualizada do navegador Edge para Android. O objetivo principal da administração de TI é garantir que esta atualização específica seja instalada em cada dispositivo Android da frota corporativa.
O Desafio da Remediação Manual
Em um ambiente de consumo, atualizar um aplicativo é tão simples quanto abrir a Google Play Store e tocar em "Atualizar". No entanto, em um ambiente corporativo que gerencia centenas ou milhares de dispositivos, a remediação manual é totalmente inviável.
- Não Conformidade do Usuário: Os funcionários frequentemente ignoram as notificações de atualização, priorizando a produtividade imediata em detrimento da segurança.
- Falta de Visibilidade: Sem um gerenciamento centralizado, os administradores de TI não têm como saber quais dispositivos estão executando a versão vulnerável do Edge e quais foram corrigidos.
- Atraso de Tempo: Depender dos usuários para atualizar manualmente os aplicativos cria uma enorme janela de oportunidade para os invasores. Uma vulnerabilidade pode ser explorada poucas horas após a divulgação pública, muito antes de o usuário médio se dar ao trabalho de atualizar seus aplicativos.
É aqui que a necessidade de uma plataforma sofisticada de Gerenciamento de Dispositivos Móveis (MDM) torna-se inegável.
Seção 5: Aproveitando o Nomid MDM para Neutralizar a CVE-2026-0385
O Nomid MDM, como parceiro oficial do Android Enterprise, fornece aos administradores de TI o controle granular e a visibilidade centralizada necessários para responder a ameaças de dia zero e vulnerabilidades críticas instantaneamente. Veja como as organizações podem aproveitar o Nomid MDM para neutralizar completamente a ameaça representada pela CVE-2026-0385.
1. Managed Google Play e Atualizações Forçadas de Aplicativos
A maneira mais direta de eliminar a vulnerabilidade é forçar a instalação da versão corrigida do Microsoft Edge. O Nomid MDM integra-se perfeitamente ao Managed Google Play, a versão empresarial da loja de aplicativos do Google.
Por meio do console do Nomid MDM, os administradores podem configurar políticas que ignoram totalmente a interação do usuário. O processo envolve:
- Identificação do Aplicativo Alvo: Selecionar o Microsoft Edge no repositório do Managed Google Play.
- Configuração de Regras de Atualização: Definir o aplicativo como "Alta Prioridade" ou "Forçar Atualização".
- Implantação Silenciosa: O Nomid MDM envia o comando para os dispositivos Android. O dispositivo baixa e instala a versão corrigida do Edge silenciosamente em segundo plano, sem exigir que o usuário abra a Play Store ou aprove a instalação.
Isso garante que toda a frota de dispositivos esteja protegida contra a CVE-2026-0385 em minutos ou horas, em vez de dias ou semanas.
2. Agrupamento Dinâmico de Dispositivos e Visibilidade
Antes de enviar atualizações, os administradores precisam de visibilidade. O Nomid MDM fornece painéis abrangentes que permitem às equipes de TI consultar as versões exatas de software em execução em cada dispositivo.
Os administradores podem criar um Grupo Dinâmico de Dispositivos. Este é um mecanismo de agrupamento automatizado baseado em critérios específicos. Por exemplo, um administrador pode criar um grupo definido como: "Todos os dispositivos Android onde a versão do aplicativo 'Microsoft Edge' é inferior a [Número da Versão Corrigida]".
À medida que os dispositivos recebem a atualização forçada, eles saem automaticamente desse grupo dinâmico. Isso fornece à liderança de TI um foco em tempo real sobre o número exato de dispositivos vulneráveis restantes na frota, permitindo um acompanhamento direcionado se um dispositivo estiver offline ou inacessível.
3. Políticas de Conformidade e Acesso Condicional
O que acontece se um dispositivo for desligado durante o envio da atualização ou se o dispositivo de um funcionário perder a conectividade de rede? Para evitar que um dispositivo vulnerável acesse dados corporativos assim que se reconectar, o Nomid MDM utiliza Políticas de Conformidade.
Uma Política de Conformidade é um conjunto de regras que um dispositivo deve cumprir para ser considerado seguro. Em resposta à CVE-2026-0385, um administrador pode implementar as seguintes regras de acesso condicional:
- Regra: O dispositivo deve estar executando a versão corrigida do Microsoft Edge.
- Ação em caso de Não Conformidade: Se o dispositivo estiver executando a versão vulnerável, o Nomid MDM aciona automaticamente uma ação de remediação.
Essas ações de remediação podem variar de leves a severas, dependendo da postura de segurança da organização:
- Notificação: Enviar uma notificação push imediata ao usuário exigindo que ele se conecte ao Wi-Fi para receber a atualização.
- Bloqueio de Aplicativo: Impedir que o aplicativo Microsoft Edge seja iniciado até que a atualização seja aplicada.
- Limpeza Corporativa/Quarentena: Bloquear temporariamente o acesso do dispositivo ao e-mail corporativo, VPNs internas ou serviços do Microsoft 365 até que o dispositivo atinja a conformidade.

Seção 6: Configurações Avançadas de Segurança do Android Enterprise
Embora a correção da vulnerabilidade específica seja a resposta tática imediata, a CVE-2026-0385 destaca a necessidade de uma abordagem estratégica mais ampla para a segurança móvel. O Nomid MDM aproveita os recursos avançados do Android Enterprise para construir uma arquitetura resiliente que minimiza o impacto de qualquer vulnerabilidade de aplicativo individual.
O Poder dos Perfis de Trabalho do Android Enterprise
Em implantações BYOD (Traga seu Próprio Dispositivo) ou COPE (Propriedade Corporativa, Habilitado para Uso Pessoal), misturar hábitos de navegação pessoal com acesso a dados corporativos cria um risco imenso. Se um funcionário usa o Microsoft Edge tanto para navegação pessoal quanto para acessar portais corporativos, um ataque de spoofing iniciado durante o tempo pessoal pode comprometer as credenciais corporativas.
Definição: Perfil de Trabalho do Android Enterprise. Um Perfil de Trabalho é um contêiner seguro dedicado no nível do sistema operacional em um dispositivo Android que separa inteiramente os aplicativos e dados corporativos dos aplicativos e dados pessoais.
Usando o Nomid MDM, os administradores podem implantar o Microsoft Edge exclusivamente dentro do Perfil de Trabalho. Essa separação arquitetônica oferece vários benefícios críticos de segurança:
- Isolamento de Dados: A instância corporativa do Edge não pode acessar dados, cookies ou credenciais armazenados na instância pessoal do navegador (ou vice-versa).
- Aplicação de Políticas: A TI pode aplicar políticas de navegação rígidas (como desabilitar copiar/colar ou bloquear URLs maliciosas) na versão do Edge do Perfil de Trabalho, sem restringir a liberdade de navegação pessoal do funcionário.
- Contenção: Se o usuário for vítima de um ataque de spoofing em seu navegador pessoal, o invasor não poderá migrar para acessar os aplicativos corporativos seguros que residem dentro do contêiner do Perfil de Trabalho.
Registro Zero-Touch (ZTE) para Segurança Imediata
As vulnerabilidades de segurança não esperam que a TI configure os dispositivos manualmente. Quando novos funcionários são integrados, ou novos dispositivos são implantados em campo, eles devem estar seguros desde o momento em que são ligados.
Definição: Registro Zero-Touch (ZTE). Um método de implantação que permite aos administradores de TI pré-configurar dispositivos Android remotamente. Quando o usuário liga o dispositivo pela primeira vez e se conecta à internet, ele baixa automaticamente o perfil MDM e as configurações de segurança antes mesmo que o usuário possa acessar a tela inicial.
A experiência do Nomid MDM em Registro Zero-Touch garante que novos dispositivos nunca sejam expostos a vulnerabilidades como a CVE-2026-0385. Através do ZTE, o Nomid garante que o dispositivo baixe imediatamente a versão mais recente e corrigida do Microsoft Edge e aplique todas as políticas de conformidade necessárias antes que o funcionário possa navegar na web. Não há "janela vulnerável" durante a fase de configuração.
Segurança Baseada em Hardware com Samsung Knox
Para organizações que exigem o mais alto nível de segurança -- como provedores de saúde ou prestadores de serviços governamentais -- o Nomid MDM integra-se profundamente ao Samsung Knox.
Definição: Samsung Knox. Uma plataforma de segurança móvel de nível de defesa integrada diretamente ao hardware e software dos dispositivos Samsung Galaxy.
Embora a CVE-2026-0385 seja uma vulnerabilidade na camada de aplicativo, confiar apenas em defesas de software é insuficiente contra ameaças persistentes avançadas. O Nomid MDM utiliza o Samsung Knox para fornecer monitoramento de integridade baseado em hardware.
Recursos do Knox como Real-time Kernel Protection (RKP) e Defeat Anti-Rollback garantem que o sistema operacional subjacente permaneça íntegro. Além disso, o Nomid MDM pode utilizar o Knox Service Plugin (KSP) para aplicar configurações avançadas de navegador no nível do fabricante (OEM), fornecendo uma camada adicional de aplicação de políticas que as APIs de gerenciamento padrão do Android podem não cobrir. Se um invasor tentar usar um exploit de navegador para elevar privilégios e alterar o SO do dispositivo, o Samsung Knox detectará a adulteração e o Nomid MDM poderá limpar automaticamente os dados corporativos.
Seção 7: Construindo uma Postura de Segurança Móvel Resiliente
A descoberta da CVE-2026-0385 não é um incidente isolado. As vulnerabilidades de aplicativos são uma realidade constante no ciclo de vida do software. Confiar apenas em patches reativos é uma batalha perdida. Para proteger verdadeiramente os dispositivos Android Enterprise, as organizações devem adotar uma postura de segurança holística e voltada para o futuro.
Adotando o Acesso à Rede de Confiança Zero (ZTNA)
O perímetro de segurança tradicional -- onde tudo dentro da rede corporativa é confiável e tudo fora não é -- está obsoleto na era móvel.
Definição: Acesso à Rede de Confiança Zero (ZTNA). Uma estrutura de segurança que exige que todos os usuários, estejam dentro ou fora da rede da organização, sejam autenticados, autorizados e continuamente validados quanto à configuração e postura de segurança antes de receberem ou manterem o acesso a aplicativos e dados.
O Nomid MDM é o elemento fundamental de uma arquitetura móvel Zero Trust. Ao monitorar continuamente a integridade do dispositivo, o status de conformidade e as versões dos aplicativos (garantindo que vulnerabilidades como a CVE-2026-0385 sejam corrigidas), o Nomid fornece o contexto necessário aos provedores de identidade (como Microsoft Entra ID ou Okta). Se o Nomid MDM sinalizar um dispositivo como vulnerável, a arquitetura Zero Trust revoga automaticamente o acesso do dispositivo aos recursos corporativos, independentemente de o usuário ter a senha correta.
Implementando Listas de Permissão e Bloqueio de Aplicativos
Além de gerenciar navegadores específicos como o Microsoft Edge, as organizações devem exercer um controle rigoroso sobre o ecossistema de aplicativos nos dispositivos corporativos.
Usando o Nomid MDM, os administradores podem implementar Listas de Permissão de Aplicativos (permitindo apenas que aplicativos explicitamente aprovados sejam instalados) ou Listas de Bloqueio de Aplicativos (bloqueando aplicativos conhecidos como maliciosos ou altamente vulneráveis). Se um navegador de terceiros ou wrapper web apresentar uma vulnerabilidade de spoofing semelhante à CVE-2026-0385 e nenhum patch estiver disponível imediatamente, o Nomid MDM permite que os administradores coloquem o aplicativo instantaneamente na lista de bloqueio, removendo-o de todos os dispositivos corporativos até que o fornecedor resolva o problema.
Educação Contínua dos Funcionários
Embora as soluções de MDM forneçam salvaguardas técnicas robustas, o elemento humano continua sendo uma linha de defesa crítica. Como as vulnerabilidades de falsificação de autenticação dependem de enganar o usuário, as organizações devem investir em treinamento contínuo de conscientização de segurança.
Os funcionários devem ser educados sobre os riscos específicos da navegação móvel, incluindo:
- Verificação de URLs: Ensinar os usuários a puxar manualmente a barra de endereço para inspecionar a URL completa antes de inserir credenciais.
- Reconhecimento de Iscas de Phishing: Treinar os funcionários para identificar os sinais de smishing e e-mails de phishing que tentam levá-los a páginas de login falsificadas.
- Relato de Atividade Suspeita: Estabelecer um processo claro e sem atritos para que os funcionários relatem comportamentos incomuns do navegador ou solicitações de login suspeitas ao departamento de TI.
Conclusão
A divulgação da CVE-2026-0385 no Microsoft Edge para Android é um lembrete potente da fragilidade da segurança do navegador móvel. As vulnerabilidades de falsificação de autenticação atingem o coração da segurança empresarial ao contornar a capacidade do usuário de verificar as plataformas com as quais está interagindo. Para setores que gerenciam dados sensíveis -- de saúde e varejo a logística e educação -- o risco de roubo de credenciais resultante de tais exploits é uma ameaça existencial.
No entanto, essa ameaça é totalmente gerenciável com as ferramentas e estratégias certas. A atualização manual e reativa é insuficiente para a empresa moderna. As organizações exigem a velocidade, visibilidade e controle autoritário fornecidos por uma plataforma dedicada de Gerenciamento de Dispositivos Móveis.
Principais Conclusões
- Entenda a Ameaça: A CVE-2026-0385 permite que invasores manipulem a interface do Microsoft Edge no Android, apresentando telas de login falsas para roubar credenciais corporativas.
- Automatize a Resposta: Utilizar um MDM para forçar atualizações silenciosas via Managed Google Play é a única maneira eficaz de corrigir uma frota de dispositivos em escala.
- Imponha a Conformidade: Dispositivos que executam software vulnerável devem ser automaticamente impedidos de acessar recursos corporativos até que sejam atualizados.
- Isole os Dados: Aproveitar os Perfis de Trabalho do Android Enterprise garante que as vulnerabilidades encontradas durante a navegação pessoal não comprometam os dados corporativos.
Próximos Passos com o Nomid MDM
Como parceiro oficial do Android Enterprise, o Nomid MDM possui a profunda experiência técnica necessária para proteger sua infraestrutura móvel contra vulnerabilidades complexas. Nossa plataforma foi projetada para fornecer implantação de dispositivos ultrarrápida, gerenciamento rigoroso de aplicativos e integração perfeita com estruturas de segurança de nível de hardware, como o Samsung Knox.
Não deixe a segurança da sua empresa à mercê da sorte de um funcionário atualizar manualmente seu navegador. Faça uma parceria com o Nomid MDM para impor a conformidade contínua, implementar o Registro Zero-Touch e construir uma arquitetura Zero Trust impenetrável para sua frota de dispositivos Android. Proteja seus endpoints, proteja suas credenciais e garanta que suas operações comerciais permaneçam resilientes contra o cenário de ameaças móveis em constante evolução.
Escrito por
David Ponces
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